Leal participa do CB-32

 

O Conselho Deliberativo da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) aprovou, em 17 de dezembro de 1996, a criação do Comitê Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual - CB32. Este foi criado atendendo a proposição da ANIMASEG e tem como objetivo agilizar a elaboração e revisão das Normas de EPIs.

Anteriormente à criação do CB-32, os EPIs eram normalizados por CBs não específicos, ou seja, as Normas para Proteção Respiratória e de Capacetes eram elaboradas no Comitê Brasileiro da Construção Civil (CB-2), as Normas para Óculos de Segurança, Calçados de Proteção, Cinturões, Talabartes no Comitê Brasileiro de Eletricidade (CB-3), as Normas Luvas de Segurança e Látex no Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos (CB-4) e assim por diante.

Com a criação do CB-32, as prioridades mudaram, ou seja, ele cuida somente e de todos os EPIs. Além disso, o Comitê conta com o conhecimento de todos os técnicos do setor, que estão nos laboratórios credenciados, nos órgãos técnicos do Ministério do Trabalho, nas empresas consumidoras e fabricantes de EPIs.

O Comitê conta com a participação de profissionais de LEAL, como parte dos fabricantes de EPIs.

Cristina Perez, gerente de flashwear da LEAL, afirma que 'o CB-32 tem como objetivo principal a normalização de todos os EPI's, sendo de extrema importância a participação de especialistas e usuários do setor nos estudos das Normas técnicas para promover a melhoria de qualidade dos equipamentos de proteção individual'.

Ainda segundo a gerente, o CB-32 tem participação internacional como membro 'P' e 'O' na ISO e membro 'P' na IEC. 'Recentemente, participamos da reunião da IEC, onde o Brasil apresentou 20 votos (compostos por 15 técnicos e 5 editoriais), e foram aprovados 13 técnicos e 4 editoriais referentes à CE-32:006.04 - Luvas e Vestimentas Riscos Térmicos' diz Cristina Perez.

A cada 5 anos, a ABNT pede uma revisão das normas, a fim de saber se houve alguma alteração. O CB-32 utiliza de normas européias, portanto, para atualização, pega-se a última atualização da norma européia e a compara à última atualização da norma brasileira, para verificar se há algo a ser acrescentado, retirado ou atualizado.

Segundo técnico da LEAL, Alexandre Marcondes, essas reuniões são muito importantes para o mercado, pois o mesmo tem determinadas necessidades, por exemplo, atualmente há um crescimento muito grande de pessoas que utilizam o acesso por corda. No cinto paraquedista há um ponto que não é certificado - o da cintura - que é pelo qual eles mais ficam suspensos. Portanto, as empresas do setor pediram para que estes pontos não certificados fossem testados.

 


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